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PAI ainda precisa de "aval" da MÃE para conviver com os FILHOS?

Por: New York Times - Folha Equilíbrio

Pai mostra à criança mundo  além dos braços da mãe,   diz especialista


                                                                        do New York Times

Melissa Calapini ficava irritada quando sua filha de 3 anos de idade, Haley, acompanhava o pai enquanto ele consertava seus carros. Calapini acreditava que havia coisas mais enriquecedoras que a pequena poderia fazer com seu tempo.

Porém, desde que o casal passou a frequentar um curso de pais --para salvar o relacionamento, que tinha ficado sobrecarregado de brigas sobre a criação dos filhos--, Calapini mudou de ideia. Agora ela incentiva as conversas entre pai e filha sobre carros.

"A hora do pai estreitar os laços com suas filhas é quando está trabalhando nos carros", disse Calapini, Olivehurst, Califórnia. "Ele tem sua própria forma de se comunicar com elas, e tudo bem."

Embora as mães queiram que seus parceiros se envolvam com os filhos, especialistas afirmam que muitas vezes elas desmotivam, ainda que de forma involuntária, os homens de fazê-lo. Pelo fato de que a maternidade é seu reino, algumas mulheres controlam os pais e esperam que eles façam as coisas da forma como elas querem, disse Marsha Kline Pruett, professora da Smith College School for Social Work da Smith College e co-autora do novo livro "Partnership Parenting", com seu marido, o psiquiatra infantil Dr. Kyle Pruett (Da Capo Press).

No entanto, o apoio da mãe ao pai é um fator importantíssimo no envolvimento dele com seus filhos, afirmam especialistas --mesmo quando o casal é divorciado.

"Nos últimos 20 anos, todos têm falado sobre como é importante que os pais sejam envolvidos", disse Sara S. McLanahan, professora de sociologia e assuntos exteriores de Princeton. "Mas agora a ideia é que quanto melhor o casal se relaciona, melhor é para a criança".

Sua pesquisa, parte de um projeto baseado em Princeton e chamado de Estudo Sobre Famílias Frágeis e Criação de Filhos, descobriu que quando os casais marcavam mais pontos em relação a tratos positivos de relacionamento, como disposição ao compromisso, expressando afeição ou amor pelo parceiro, incentivando ou ajudando os parceiros em coisas importantes para eles, sem insultos e críticas, o pai tinha significativamente mais probabilidade de estar envolvido com seus filhos.

Pais pouco envolvidos há muito tempo têm sido acusados de falta de motivação. Entretanto, pesquisas mostram que muitos obstáculos sociais conspiram contra isso. Mesmo que mais pais agora estejam trocando fraldas, deixando as crianças na escola e assistindo às aulas de futebol, eles muitas vezes são deixados de escanteio de diversas formas.

"As paredes dos centros de ajuda familiar são rosas, há revistas femininas na sala de espera, o nome da mãe está na ficha, e o visitante do lar pergunta pela mãe se o pai atende a porta", disse Philip A. Cowan, professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia, Berkeley, que, junto com sua mulher, Carolyn Pape Cowan, conduziu pesquisas sobre famílias durante décadas. "É como se os pais não estivessem ali".

Novo estudo

Nos últimos anos, várias organizações de apoio aos pais ofereceram programas e grupos de criação restritos aos pais, e estudos mostraram que eles ajudam os homens a se tornarem mais responsivos e envolvidos com seus filhos.

Porém, um novo estudo, randômico e controlado, conduzido pelos Pruetts e pelos Cowans, descobriu que as famílias se saíam ainda melhor se as mães fossem inseridas no contexto.

No estudo, casais de baixa renda foram aleatoriamente colocados em um grupo de pais e mães, grupo restrito a pais e um grupo controle de casais. Os controles participaram de uma palestra informativa; os outros dois grupos se encontraram por 16 semanas em centros de apoio familiar na Califórnia, discutindo várias questões envolvendo pais e filhos.

Em ambos os grupos, como descobriram os pesquisadores, os pais não apenas passaram mais tempo com seus filhos do que os controles, mas também foram mais ativos nas tarefas diárias de criação dos filhos. Eles ficaram mais envolvidos emocionalmente com os filhos, e os filhos ficaram muito menos agressivos, hiperativos, depressivos ou socialmente isolados do que as crianças cujos pais estavam no grupo controle.

Contudo, foi notável que as famílias do grupo de casais se saíram melhor. Os pais tiveram menos estresse e houve mais felicidade conjugal do que no caso dos outros pais estudados, sugerindo que a diferença primordial não era um maior envolvimento do pai na criação dos filhos, mas maior apoio emocional dentro do próprio casal.

"O estudo enfatiza a importância de os pais descobriram como criar os filhos juntos e aceitar as diferentes formas de ser pai, de ser mãe", disse Kline Pruett.

Os pais tendem a fazer as coisas de forma diferente, afirmou Kyle Pruett, mas não de uma forma que seja pior para os filhos. Os pais não são mães, são pais.

Ele acrescentou:
 
"Pais tendem a disciplinar os filhos de forma diferente, usar mais o humor e a brincadeira de forma diferente. Pais querem mostrar aos filhos o que acontece fora dos braços da mãe, preparar os filhos para o mundo lá fora". Com esse intuito, eles tendem a incentivar a aceitação de riscos e a resolução de problemas.

O estudo foi financiado pelo Gabinete de Prevenção ao Abuso Infantil da Califórnia, que está buscando formas de envolver mais os pais nos centros de apoio familiar do estado. Especialistas afirmam que melhorar a forma como os pais são tratados em muitos ambientes, públicos e privados, é um importante objetivo de saúde pública.

Por exemplo, dizem eles, as fotos das famílias nas paredes de clínicas e órgãos públicos deveriam mostrar os pais. Toda correspondência deveria ser endereçada ao pai e à mãe. Membros da equipe deveriam receber bem os homens. Medidas como essa promovem um envolvimento precoce e duradouro dos pais.

"Queremos que as pessoas pensem no quanto o envolvimento do pai nesse modelo de criação pelo casal funcionaria de forma positiva em suas clínicas de saúde locais, consultórios pediátricos, agências de adoção ou escolas", disse Kyle Pruett. "É aí onde estão muitas barreiras".

Em casa, os especialistas recomendam que os casais continuem conversando sobre questões envolvendo a criação dos filhos e façam o melhor para apreciar os pontos positivos um dos outros. Uma reclamação recorrente entre os casais é que cada parceiro acha que ele ou ela sabe o que é certo; uma mãe pode acusar o pai de permitir televisão demais, enquanto um pai pode dizer que a mãe não é tão rígida com a questão da disciplina.

"Em vez disso, eles deveriam dizer: Como cada um de nós pode ser o tipo de pai ou mãe que somos?", disse Philip Cowan. "Não acho um absurdo um pai sentar com o filho pequeno para ver TV."

Esses especialistas concordam que pais e mães não devem focar apenas nas crianças.

"Eles trabalham o dia todo, e sentem como se tivessem que doar todos os outros minutos aos filhos",
 
disse Cowan. "Mas, se eles não cuidaram do relacionamento entre eles dois, não vão conseguir da conta do resto"
 
 


Última atualização: 11/2/2011

 

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